quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Devaneios - sobre verdades e mentiras

“Nunca uma mentira premeditada se aproximou de meu pensamento, nunca menti por interesse próprio, mas muitas vezes menti por vergonha, para me livrar de obstáculos em coisas que não tinham importância ou que só interessavam a mim mesmo, quando uma conversa a lentidão de minhas ideias e a aridez de minha fala me obrigavam a recorrer às ficções para ter algo a dizer. Quando é absolutamente necessário falar e verdades divertidas não se apresentam a meu espírito rápido o suficiente, como fábulas para não ficar calado; porém ao inventar fábulas, tenho o máximo de cuidado para que não sejam mentiras, isto é, para que não firam nem a justiça nem a verdade devida e para que não passem de ficções indiferentes a todos e a mim.”

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